Nos próximos dias 23 a 26 de junho de 2011 será realizado, em Brasília, o 11° Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade. Evento organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), que reunirá mais de 3.200 especialistas em medicina de família e comunidade e áreas correlatas de todo o País, convidados internacionais, além de representantes do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde (DAB/MS).
O médico da equipe de Saúde da Família de Bela Vista, Dr. Bruno Matos Corrêa, participará do congresso, onde vai apresentar dois trabalhos científicos: SÍNDROME BURNOUT EM MÉDICOS DO TRABALHO PARTICIPANTES DE CONGRESSO NACIONAL DA ESPECIALIDADE e PÊNFIGO VULGAR EM UMA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA ESF: RELATO DE CASO. Este último corresponde ao relato de caso de uma paciente, com uma doença rara e muitas vezes letal se não tratada, que reside em nossa área de abrangência e é acompanhada pela ESF de Bela Vista. Desta forma, o médico apresentará sua experiência, além de divulgar o nome da equipe, comunidade e município onde trabalha, para os participantes do congresso.
Veja abaixo os detalhes dos trabalhos a serem apresentados, incluindo o resumo dos mesmos:
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NOME:
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Bruno Matos Corrêa
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| FORMA | |
Comunicação oral coordenada
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TIPO
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Pesquisa quantitativa
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EIXO
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Pesquisa
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TÍTULO
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SÍNDROME BURNOUT EM MÉDICOS DO TRABALHO PARTICIPANTES DE CONGRESSO NACIONAL DA ESPECIALIDADE
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AUTOR PRINCIPAL
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BRUNO MATOS CORRÊA
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APRESENTADOR
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BRUNO MATOS CORRÊA
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CORPO DO RESUMO
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A Síndrome Burnout é um processo que conduz a uma reposta inadequada do organismo a agentes estressores no trabalho, com implicações emocionais, de caráter crônico, cujos traços principais são: esgotamento físico e psicológico, atitude fria e despersonalizada e sentimento dilacerante de fracasso em relação ao trabalho. É descrita como um incêndio devastador, interno, que reduz a cinzas a energia, as expectativas e a autoimagem de alguém, antes profundamente entusiasta e dedicado ao trabalho. Caracteriza-se pelo acometimento do indivíduo em três dimensões: exaustão emocional, despersonalização e reduzida realização pessoal. Exaustão emocional refere-se ao sentimento de sentir-se sobrecarregado e esgotado em seus recursos físicos e emocionais. Despersonalização refere-se a uma resposta negativa, insensível ou desinteressada ao trabalho. Reduzida realização pessoal refere-se a sentimentos de incompetência, falta de conquistas e baixa produtividade no trabalho. O diagnóstico de Burnout é definido quando são encontrados escores altos nas duas primeiras dimensões e escores baixos na terceira. As ocupações cujas atividades estão dirigidas a pessoas e que envolvem contato muito próximo, preferencialmente de cunho emocional, são tidas de maior risco ao Burnout. Os médicos estão entre os profissionais mais afetados. Este trabalho tem por objetivo determinar a prevalência da Síndrome de Burnout em médicos do trabalho participantes do 14° Congresso da ANAMT - Associação Nacional de Medicina do Trabalho, utilizando o Maslach Burnout Inventory e questionário de dados sócio demográficos. Realizou-se uma investigação, através de entrevistas estruturadas, com 59 médicos do trabalho, 26 homens e 33 mulheres, participantes do 14° Congresso Nacional da especialidade, no período de 15 a 21 de maio de 2010. Os resultados mostram uma prevalência de Burnout em 18% da amostra. Dentre os médicos do trabalho pesquisados, 44,1% apresentaram nível alto de exaustão emocional, 35,6% nível alto de despersonalização e 25,4% nível baixo de realização pessoal. Demonstrou-se que 83,1% dos médicos do trabalho entrevistados consideram a atividade desempenhada como fator de interferência na vida pessoal, e 10,2% da amostra pensam na possibilidade de mudar de profissão e abandonar a medicina. O estudo enfatiza a necessidade de maior conhecimento da Síndrome Burnout, incluindo seus fatores desencadeantes e moderadores, manifestações e, sobretudo, formas de prevenção, por profissionais de saúde e trabalhadores. Para que estes, especialmente os cuidadores, possam manter-se mentalmente saudáveis. Este trabalho é pioneiro ao abordar a Síndrome de Burnout exclusivamente em médicos do trabalho, mas não é conclusivo, chamando atenção para uma população que precisa ser mais estudada pelos pesquisadores da área.
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| NOME |
Bruno Matos Corrêa
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| FORMA |
Comunicação oral coordenada
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TIPO
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Relatos de experiência
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EIXO
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Cuidado individual, familiar e comunitário
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TÍTULO
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PÊNFIGO VULGAR EM UMA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA ESF: RELATO DE CASO
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AUTOR PRINCIPAL
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BRUNO MATOS CORRÊA
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APRESENTADOR
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BRUNO MATOS CORRÊA
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CORPO DO RESUMO
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Pênfigo vulgar é uma doença auto-imune rara, crônica e com elevada morbidade, podendo ser letal em mais de 90% dos casos não tratados. Caracteriza-se por lesões vesiculo-bolhosas que acometem pele e mucosas. Ocorre principalmente entre a quarta e sexta décadas de vida. Cerca de 90% dos pacientes tem envolvimento oral e em geral a enfermidade tem início neste local, com lesões exulceradas, que posteriormente acometem a pele. O diagnóstico é feito pelo exame histopatológico, que evidencia acantólise, com bolhas intraepidérmicas acima da membrana basal. O tratamento de escolha é a corticoterapia, sendo prednisona a droga mais usada. Apresenta-se um caso de pênfigo vulgar em uma paciente de 49 anos, residente em área de abrangência da Estratégia de Saúde da Família. O quadro iniciou com gengivite, persistindo por dezoito meses. Posteriormente, passou a apresentar lesões vesiculo-bolhosas em mucosa oral, semelhantes a aftas, que se tornaram exulceradas. A paciente procurou diversos profissionais de saúde, sendo prescritos vários antibióticos, anti-inflamatórios e antifúngicos. Mas as lesões persistiram e difundiram-se por toda mucosa oral. Após quatro meses, apresentou lesões vesiculo-bolhosas por todo corpo, com rompimento fácil, devido à pele fina e frágil, exulceração das lesões e formação de crostas. O exame histopatológico, feito após dois meses, evidenciou lesão bolhosa compatível com pênfigo vulgar. Foi iniciada terapia com prednisona, associada, após treze dias, a azatioprina. Evoluiu com melhora acentuada das lesões. Após um ano de seguimento, encontra-se sem surgimento de novas lesões. Entretanto, desenvolveu Diabetes Mellitus, com glicemias de difícil controle, e HAS. Encontra-se em acompanhamento pela equipe de saúde da família, com boa evolução do quadro clínico e controle dos níveis glicêmicos e pressóricos. O relato deste caso demonstra que o pênfigo vulgar, apesar de raro, deve ser conhecido pelos profissionais das ESF, especialmente os dentistas - pois as lesões geralmente iniciam-se na mucosa oral. Primeiro, para que se possa fazer um diagnóstico precoce de uma doença potencialmente letal - os estudos identificam um tempo médio de 24 meses de sintomas antes do diagnóstico. Segundo, porque os pacientes necessitam de acompanhamento prolongado, pois a terapia controla, mas não cura a doença. Terceiro, porque são necessários esclarecimentos e orientações a respeito da doença. Finalmente, porque muitos pacientes perecem pela complicação do tratamento e não pela doença propriamente dita. Neste contexto, a ESF adquire importante função, tendo em vista a proximidade e criação de vínculo, como responsável em promover um cuidado integral e contínuo a estes pacientes.
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